Mesa de Bar

Lugar pra se falar sobre tudo e sobre o nada.

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Nome: MegMarques
Local: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil

Sóbria, a maior parte do tempo. Na mesa de um bar me torno mais corajosa, mais sensível, mais emotiva, mais generosa. No bar e com umas cervejas a mais, as dúvidas se dissipam, as certezas afloram, as tristezas caem fora e a alegria reina. Sim, na mesa de um bar eu sou uma pessoa melhor do que fora dela.

Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Pautando a vida pelos amigos

Em certa época da vida, eu tinha a impressão que todos os meus amigos estavam ganhando irmãozinhos. E eu não.
Depois, todos os meus amigos começaram a ter pais separados. E eu não.
Depois, todos começaram a namorar. E eu também.
Aí, os amigos começaram a ir para a faculdade, e a ter empregos, e a casar, e a ter filhos. E eu fui na onda.
Agora eu vejo um monte de amigos que estão se separando. Mas nesse quesito eu fui a pioneira.
Rá.
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O que é que vocês pensam quando não estão pensando em nada?

Nos raríssimos momentos em que não tenho nada importante me ocupando a mente, fico imaginando o que eu faria se me caíssem do céu diferentes quantias de dinheiro.

Se eu ganhasse 10,00 reais agora: não faria nada, punha na carteira e esquecia o assunto.
Se fosse 100,00: comprava um vestidinho de verão, que o calor está de matar.
1.000,00: ia pro shopping e torrava tudo em bons presentes de natal pra toda a família.
10.000,00: ia metade pra caderneta de poupança, a outra metade pros fundos de investimento.
100.000,00: comprava um lote.
1.000.000,00: comprava uma bela casa (uns 500.000,00), recheava a casa com coisas boas (uns 100.000,00), trocava o carro (uns 30.000,00), viajava pra Itália com o Boêmio (uns 20.000,00), banho de loja em nós quatro (uns 5.000,00), presentinhos pra toda a família (outros 5.000,00), fazia uma MEGAfesta, tipo superprodução, convidando absolutamente todo mundo (uns 40.000,00).

Os 300.000,00 que sobrassem, guardava pra mais tarde.

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Apagão? Que apagão?

Eu não me dei conta de nada.
Ou já tava dormindinho, ou lá no bairro não teve disso não.

Terça-feira, Novembro 10, 2009

Casa? Casamento? Filhos?

Ò, céus, até parece que nunca passei por isso antes...

Mas a ansiedade reinante está contagiando a todos. A Laurinha veio me perguntar se é possível ter filho com o namorado ou se tem que ser marido mesmo... Bom, também é possível com namorado, né? Aí, ela me dá a brilhante sugestão de ter logo um filho com o Boêmio, antes de casar: "pra ele ser o pajenzinho na igreja!"

As duas querem uma casa nova que tenha uma suíte pra cada uma delas. E um jardim com piscina. E um cachorro. E um coelho.

Uma quer um irmãozinho. Outra quer uma irmãzinha. As duas querem ser madrinhas da criança. As duas querem ser daminhas do casamento. As duas querem festa. Nenhuma aceita casamento só no cartório: "não tem a menor graça, né mãe?"

O Boêmio quer tudo, inclusive tv de plasma de mil polegadas pra pendurar nem sei onde, já que a casa, ou apê, ou seja o que for, vai ter que ser pequena.

E o que eu quero?
Eu quero é ter muito dinheiro pra deixar todo mundo satisfeito. Fazer casamentão, festão, mansão e mais filhotes.

Tô pondo um rim à venda.

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Excesso de opções

Tanto em relação aos vestidos quanto à possível futura casa. As múltiplas possibilidades vão me enlouquecendo. Quem sabe fosse até melhor se só tivéssemos uma saída, aí era aquilo mesmo e boa.

O engraçado é o descompasso. Na semana que eu empolgo com construção, o Boêmio desanima. Quando ele empolga com casa, eu já penso mais em apê. No que ele concorda que apê é mais prático, eu vejo um projeto de uma casinha linda e fico toda suspirosa por ela...

Enfim, enquanto não se bate o martelo em nada, a gente vai sonhando junto (que é realidade).
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Só pra saber:

qual a opinião de vocês sobre casas prefabricadas? Alguém tem alguma experiência sobre o assunto?

Elas me parecem bonitinhas, mas meio ordinárias... E os preços nem são assim aquela pechincha imperdível. Mas o prazo até vale a pena. O que vocês acham?
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Outra coisa que anda me tirando o sono e me roendo as unhas é o financiamento.
Porque, putz, dívida pelos próximos 20 ou 30 anos é assustador. Aí dá vontade de me enfiar em qualquer casinha de cachorro, onde caiba pelo menos um dogue alemão, só pra não ter esse pesadelo.
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Mas tudo isso não deixa de ser divertido!

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

Por motivos de saúde

Um resfriadinho de nada, ao qual não dei atenção, virou uma gripe chata, que eu não cuidei direito, que se transformou numa bronquite incômoda, que também não tratei, veio a desandar numa pneumonia que me deixou no estaleiro por uma semana. Mas agora parece que tá tudo bem.
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Vestidos de noiva, então.

Dá a impressão que tomara-que-caia tornou-se uniforme obrigatório. Eu não fico bem de tomara-que-caia. Nem acho apropriado para casamento na igreja. Aliás, nenhum decotão é. Igreja não é lugar pra ser sexy. Não combina.

Também não fico bem de branco. Me acho fantasmagórica. E não fico bem de bege, nem de champanhe (a não ser bebendo), nem de creme, nem nenhuma dessas alternativas ao branco imaculado. Não combinam com minha pele.

A verdade verdadeira é: eu não fico bem na igreja. Igrejas me deixam desconfortável, aguçam meu criticismo, me fazem sentir hipócrita, ou cúmplice de alguma coisa, ou mortal demais. Eu não combino.

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

As voltas que o mundo dá

Procês verem como as coisas mudam e o mundo dá voltas:
e não é que outro dia mesmo eu me peguei, toda interessada, folheando uma revista de......
vestidos de noiva!!??

Sexta-feira, Outubro 16, 2009

Workaholic não!

Ontem, às 22:30h, eu estava quase tendo um ataque de pelanca porque não conseguia acessar a internet para passar uns dados de pesquisa.

Às 22:30h!!!!

A essa hora eu devia era estar descansando, ou dormindo, ou namorando, ou me divertindo. Mas não preocupada em trabalhar. Que saco! Quando foi que eu caí nessa armadilha de achar que tenho que ser produtiva 24 horas por dia??!!!

Piadinha conservacionista

Qual a espécie de mamífero mais ameaçada de extinção?

- Os gatos-pingados. Só tem meia dúzia.
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E na última reunião, ouvi:

-Fulano surtou, teve um ataque de pelanca.

HAHAHAHA, ataque de pelanca, adorei! Vou adotar!

Terça-feira, Outubro 06, 2009

Atriz

Recebi um convite do "Pólo de Excelência Disto e Daquilo em Meio Ambiente" para participar de um "Fórum de Atores Associados". No convite diz que eu sou uma das atrizes cuja presença é importante.

Atriz, eu.

Tá certo, desempenho qualquer papel. Só me falta o glamour, o tapete vermelho, o triplex, o salário condizente e o Oscar.

Eu tiro sarro e morro de rir, mas adoro esse jargão político-administrativo. Fica parecendo que não levo a sério, mas levo sim. Um dia inteiro só pra preparar a minha apresentação de apenas quinze minutos.

Segunda-feira, Outubro 05, 2009

Nada a ver com nada

Ontem ficamos rindo até às duas da manhã!
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Furei um encontro com amigas porque na última hora não tive com quem deixar as meninas.

Aí, a lei da ação e reação entrou no jogo e levei um tremendo bolo de outra amiga.
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Tem que ter uma paciência com as neuroses alheias...
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Acabou que ninguém foi. Ela inventou uma desculpa e desmarcou.
Bem disse a amiga que na hora H todo mundo amarela. Até quem propõe as loucuras.

Quinta-feira, Outubro 01, 2009

Dependência

A vida em sociedade tornou a autossuficiência um sonho impossível.

Depender dos outros é uma nhaca.
Mesmo que pra coisas mínimas: pra assinar a @#$% de um formulário, pra liberar o %$#@ do diário de classe eletrônico, pra marcar a &*%$$ reunião.

Terça-feira, Setembro 29, 2009

Racismo no Brasil?

Eu gosto muito do que o Alex Castro escreve no blog dele. Mas eu não concordo com quase nada do que ele escreve. Por isso mesmo eu gosto tanto.

Uma das poucas coisas com as quais eu concordo é que há racismo no Brasil, a despeito da propalada democracia racial e a despeito principalmente da intensa miscigenação. O Alex divulga a idéia de que há um racismo institucional, estrutural, mais do que propriamente pessoal; ou seja, as pessoas individualmente até podem não discriminar os negros, mas as instituições oficiais, sociais e as informais estão organizadas de tal forma que não oferecem oportunidades iguais.

Eu vou um pouco além. Eu acho sim que há muitas pessoas racistas neste país. Instituições não pensam por conta própria, apenas seguem diretrizes dadas por seres humanos. Bastou um pequeno esforço sincero de memória para me lembrar de várias vezes em que vi e ouvi manifestações do mais explícito e odioso racismo. Estes são apenas alguns poucos exemplos. Com certeza já fui exposta a muito mais que isso durante a infância e adolescência, mas por não ser negra nem militante da causa não prestei muita atenção; o preconceito, de tão normal, passou batido.

1) Incontáveis vezes ouvi motoristas de carro dizerem "Tinha que ser preto", ao verem algum negro fazer uma barbeiragem no trânsito, embora ficassem calados se o motorista roda-dura era branco.

2) A mãe de uma amiga disse ao seu filho mais velho, que namorava uma moça negra: "Se quiser casar com ela, case. Mas não tenha filhos, que eu não abençoo neto mulatinho."

3) Uma colega de graduação namorou um rapaz negro. A mãe dela, quando soube, a proibiu de levar o rapaz em casa e ficou mais de um mês sem conversar com a própria filha, de tão ofendida.

4) Quando eu, chocada, contei esse caso a uma roda de outros colegas de graduação, fiquei mais chocada ainda ao ouvir deles: "Ah, não! A Fulana tá namorando um negão?! Que horror!"

5) Numa festa em casa de uma senhora da sociedade mineira, ouvi a anfitriã dizer, alto e claro: "Em minha casa, preto e pobre só entram pra trabalhar." Fugi dali antes que ela me mandasse faxinar os banheiros.

6) Uma agência de empregadas certa vez mandou à casa de minha mãe uma faxineira de pele bem escura. Ela nos contou que mais de uma vez lhe aconteceu de chegar a uma casa e ser mandada de volta pela dona da casa que, em seguida, ligava para a agência e pedia uma outra moça "mais clarinha".

7) Quando eu morava em república, uma das moças com quem dividia a casa estava noiva de um negro. Ele nos contou que já foi barrado em lojas elegantes com o seguinte argumento: "não há nada aqui que você tenha dinheiro para comprar"

8) Uma amiga de outra das moças da república era mulata. Ouvi-a dizer, certa vez, que detestava negros em geral. Eu, de queixo caído, perguntei: "mas você não é negra?" Ela me atirou à cara a chapinha com que tentava alisar os cabelos crespos. As outras quatro tiveram que apartar a briga.

9) O Boêmio, que não é negro, nem branco, mas tem a cor-do-pecado-que-me-faz-tão-bem, também conta que já teve vários narizes torcidos em sua direção ao longo da vida. E já teve uma namorada cujo pai, estarrecido, foi perguntar à filha como ela podia beijar uma "beiçola" daquelas.

10) Em agosto deste ano, durante um congresso científico em Gramado/RS, uma turma da UFMG foi se divertir certa noite em uma boate da cidade. Dois negros, biólogos, foram atacados com spray de pimenta por um grupo de lourinhos nativos da cidade. Eram os dois únicos negros dentro da boate. Coincidência?

Segunda-feira, Setembro 28, 2009

POR QUÉ CANTO ASÍ

Versión cantada por Julio Sosa
Letra de Celedonio Esteban Flores
Música de “La Cumparsita”

Pido permiso, señores,
que este tango… este tango habla por mí
y mi voz entre sus sones dirá…dirá por qué canto así.
Porque cuando pibe,
porque cuando pibe me acunaba en tango la canción materna
pa’ llamar el sueño,
y escuché el rezongo de los bandoneones
bajo el emparrado de mi patio viejo;
porque vi el desfile de las inclemencias
con mis pobres ojos llorosos y abiertos
y en la triste pieza de mis buenos viejos
cantó la pobreza su canción de invierno.
Y yo me hice en tangos,
me fui modelando en barro, en miseria,
en las amarguras que da la pobreza,
en llantos de madre,
en la rebeldía del que es fuerte y tiene que cruzar los brazos
cuando el hambre viene.
Y yo me hice en tangos porque… ¡ porque el tango es macho!,
¡porque el tango es fuerte!,
tiene olor a vida,
tiene gusto… a muerte;
porque quise mucho, y porque me engañaron
y pase la vida masticando sueños;
porque soy un árbol que nunca dio frutos,
porque soy un perro que no tiene dueño,
porque tengo odios que nunca los digo,
porque cuando quiero,
porque cuando quiero me desangro en besos,
porque quise mucho, y no me han querido;
por eso, canto tan triste…
Por eso!

Deus protege

Coisinha mais bunitinha do mundo são os calouros, de camiseta com a cara do Che, dizendo assim: " blábláblá, os valores podres da burguesia, blábláblá, o capitalismo nojento, blábláblá, a corja da direita".

Oooûûnn, Deus proteja tanta inocência...

Porque ela não dura muito.
Apenas 4 anos mais tarde e os formandos são absolutamente mercenários.
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Outra coisa bunitinha:

Bibi dando bronca no Boêmio, que espicaçava as duas por causa dos coleguinhas mais queridos:
-Você, por acaso, ia gostar se alguém ficasse falando da sua paixão secreta, ia?

A coisinha mal pesa 20 quilos e já tem uma paixão secreta???!!!

Sexta-feira, Setembro 25, 2009

Coisas da idade

Vejo que tem gente que, aos trinta e qualquer coisa, começa já a fazer planos para a maturidade. Preparação para a crise de meia-idade, coisas assim.

E fico pasma comigo mesma. Devo ser de fato retardada. Porque estou até agora planejando como vai ser a minha vida de adulta.

Mas não me sinto adolescendo, pelo contrário. Além dos fios brancos, outros sinais me dão a certeza da idade. Tipo, depois de uma coleta numa lagoa particularmente bonita e limpa, não me animo mais a dar um tchibum.

Vivendo e aprendendo a jogar

Hoje passei o dia desfazendo o que tinha feito a semana toda. Porque o trabalho não vai acontecer mesmo. E desfazer dá quase tanta canseira quanto fazer. Enfim, oscilo entre o alívio e a frustração.
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E tem aquilo que eu aprendi recentemente, mas já devia ter aprendido há muito tempo.
Que essa história de falar sempre a verdade e honestamente é furada. Mesmo na vida profissional. Porque eu falei para um possível cliente que o prazo era inviável. E não me contrataram. Contrataram outro que, óbvio, furou o prazo previsto. Mas só avisou quando já estava contratado. De qualquer forma, ficou com o serviço e o dinheiro e a bestalhona sincera aqui só recebeu um "muito obrigado pela proposta".
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Não contei nada sobre o congresso em Gramado. Foi bom.

Mas teve um dia em que, andando em meio aos painéis com trabalhos interessantíssimos, me bateu uma desilusão gigante com a ciência, com o país, com a profissão, com tudo.
É que fiquei calculando mentalmente os orçamentos do que via e o tamanho das equipes envolvidas e me deu desespero.

Porque é tanta gente (pessoas bem formadas, dedicadas, inteligentes) e tanto dinheiro (bolsas, equipamentos, material de consumo) que se empenha e se gasta e a situação ambiental continua indo de mal a pior. Me dá a terrível sensação de inutilidade, de desperdício de recursos humanos e financeiros. Que deprê.

Mas a ciência e os pesquisadores não têm culpa. São as decisões políticas que (não) se tomam.
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Estou muito ansiosa com muitas coisas que não acontecem.

Quinta-feira, Setembro 24, 2009

De volta

Problemas técnicos e excesso de trabalho, os males do blog são.

Suei sangue esta semana por algo que não vai se realizar. Blé.

A aula de hoje foi ruim. Não gosto do assunto em questão.

O dinheiro, às vezes, faz uma falta...

Domingo, Setembro 20, 2009

Domingão

Muito calor, cérebro derretendo, ressaquinha de leve, sono atrasado, preguiça enorme, amanhã é segunda-feira e eu não quero ser eu esta semana.

Estou meio retardada, eu sei.